ABSTRATO
Adriana Mendonça
Meu corpo
Minha mente
Minhas mãos
Envolve
Sonha
E sente
Choca
Alucina
Tão quente
Sacia
Acalma
E alivia
A forma
No sonho
Compondo
No Toque
Da Alegria
Macia
A Alma
Na loucura
Fortifica
O sentir
Do desejo
Acaricia
O corpo
Na mente
As mãos
Tocam
Sonham
Moldam
O Abstrato
Da Tela
Vazia....
quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011
Poemas que eu gosto - MÃE DO CATIVO
Mãe do Cativo
Castro Alves.
Ó mãe do cativo! que alegre balanças
A rede que ataste nos galhos da selva!
Melhor tu farias se à pobre Criança
Cavasses a cova por baixo da relva.
Ó mãe do cativo! que fias à noite
As roupas do filho na choça da palha!
Melhor tu farias se ao pobre pequeno
Tecesses o pano da branca mortalha.
Misérrima! E ensinas ao triste menino
Que existem virtudes e crimes no mundo
E ensinas ao filho que seja brioso,
Que evite dos vícios o abismo profundo ...
E louca, sacodes nesta alma, inda em trevas,
O raio da esperança... Cruel ironia!
E ao pássaro mandas voar no infinito,
Enquanto que o prende cadeia sombria! ...
II
Ó Mãe! não despertes esta alma que dorme,
Com o verbo sublime do Mártir da Cruz!
O pobre que rola no abismo sem termo
Pra que há de sondá-lo... Que morra sem luz.
Não vês no futuro seu negro fadário,
Ó cega divina que cegas de amor?!
Ensina a teu filho - desonra, misérias,
A vida nos crimes - a morte na dor.
Que seja covarde... que marche encurvado...
Que de homem se torne sombrio reptíl.
Nem core de pejo, nem trema de raiva
Se a face lhe cortam com o látego vil.
Arranca-o do leito... seu corpo habitue-se
Ao frio das noites, aos raios do sol.
Na vida - só cabe-lhe a tanga rasgada!
Na morte - só cabe-lhe o roto lençol.
Ensina-o que morda... mas pérfido oculte-se
Bem como a serpente por baixo da chã
Que impávido veja seus pais desonrados,
Que veja sorrindo mancharem-lhe a irmã.
Ensina-lhe as dores de um fero trabalho...
Trabalho que pagam com pútrido pão.
Depois que os amigos açoite no tronco...
Depois que adormeça colo sono de um cão.
Criança - não trema dos transes de um mártir!
Mancebo - não sonhe delírios de amor!
Marido - que a esposa conduza sorrindo
Ao leito devasso do próprio senhor! ...
São estes os cantos que deves na terra
Ao mísero escravo somente ensinar.
Ó Mãe que balanças a rede selvagem
Que ataste nos troncos do vasto palmar.
III
Ó Mãe do cativo, que fias à noite
À luz da candeia na choça de palha!
Embala teu filho com essas cantigas...
Ou tece-lhe o pano da branca mortalha.
Castro Alves.
Ó mãe do cativo! que alegre balanças
A rede que ataste nos galhos da selva!
Melhor tu farias se à pobre Criança
Cavasses a cova por baixo da relva.
Ó mãe do cativo! que fias à noite
As roupas do filho na choça da palha!
Melhor tu farias se ao pobre pequeno
Tecesses o pano da branca mortalha.
Misérrima! E ensinas ao triste menino
Que existem virtudes e crimes no mundo
E ensinas ao filho que seja brioso,
Que evite dos vícios o abismo profundo ...
E louca, sacodes nesta alma, inda em trevas,
O raio da esperança... Cruel ironia!
E ao pássaro mandas voar no infinito,
Enquanto que o prende cadeia sombria! ...
II
Ó Mãe! não despertes esta alma que dorme,
Com o verbo sublime do Mártir da Cruz!
O pobre que rola no abismo sem termo
Pra que há de sondá-lo... Que morra sem luz.
Não vês no futuro seu negro fadário,
Ó cega divina que cegas de amor?!
Ensina a teu filho - desonra, misérias,
A vida nos crimes - a morte na dor.
Que seja covarde... que marche encurvado...
Que de homem se torne sombrio reptíl.
Nem core de pejo, nem trema de raiva
Se a face lhe cortam com o látego vil.
Arranca-o do leito... seu corpo habitue-se
Ao frio das noites, aos raios do sol.
Na vida - só cabe-lhe a tanga rasgada!
Na morte - só cabe-lhe o roto lençol.
Ensina-o que morda... mas pérfido oculte-se
Bem como a serpente por baixo da chã
Que impávido veja seus pais desonrados,
Que veja sorrindo mancharem-lhe a irmã.
Ensina-lhe as dores de um fero trabalho...
Trabalho que pagam com pútrido pão.
Depois que os amigos açoite no tronco...
Depois que adormeça colo sono de um cão.
Criança - não trema dos transes de um mártir!
Mancebo - não sonhe delírios de amor!
Marido - que a esposa conduza sorrindo
Ao leito devasso do próprio senhor! ...
São estes os cantos que deves na terra
Ao mísero escravo somente ensinar.
Ó Mãe que balanças a rede selvagem
Que ataste nos troncos do vasto palmar.
III
Ó Mãe do cativo, que fias à noite
À luz da candeia na choça de palha!
Embala teu filho com essas cantigas...
Ou tece-lhe o pano da branca mortalha.
Poemas que eu gosto - SABER VIVER
Saber Viver
Cora Coralina
Não sei… Se a vida é curta
Ou longa demais pra nós,
Mas sei que nada do que vivemos
Tem sentido, se não tocamos o coração das pessoas.
Muitas vezes basta ser:
Colo que acolhe,
Braço que envolve,
Palavra que conforta,
Silêncio que respeita,
Alegria que contagia,
Lágrima que corre,
Olhar que acaricia,
Desejo que sacia,
Amor que promove.
E isso não é coisa de outro mundo,
É o que dá sentido à vida.É o que faz com que ela
Não seja nem curta,
Nem longa demais,
Mas que seja intensa,
Verdadeira, pura… Enquanto durar
Cora Coralina
Não sei… Se a vida é curta
Ou longa demais pra nós,
Mas sei que nada do que vivemos
Tem sentido, se não tocamos o coração das pessoas.
Muitas vezes basta ser:
Colo que acolhe,
Braço que envolve,
Palavra que conforta,
Silêncio que respeita,
Alegria que contagia,
Lágrima que corre,
Olhar que acaricia,
Desejo que sacia,
Amor que promove.
E isso não é coisa de outro mundo,
É o que dá sentido à vida.É o que faz com que ela
Não seja nem curta,
Nem longa demais,
Mas que seja intensa,
Verdadeira, pura… Enquanto durar
quinta-feira, 16 de dezembro de 2010
O poema em mim - AMOR VIRTUAL
AMOR VIRTUAL
Adriana Mendonça
Imagino seus olhos nos meus, referentes;
Sinto seu cheiro limpo, vazio...
Escuto sua voz em minha mente
Falo com o som do teclado frio.
Quem é você que eu sinto tão próximo?
Quem é você que me faz tão bem?
Quem é você que me ilumina o dia?
Quem é você?
Só sei que me faz falta
Só necessito de seu calor fervente
Só quero a sua loucura máxima
Só amo a sua imagem ausente
Faz parte de mim o seu ser
Como uma alma repartida
Faz parte de mim o teu querer
Como uma pessoa faminta
Mesmo não podendo te tocar
Mesmo não podendo te olhar
Mesmo não podendo te falar
Mesmo não podendo te abraçar...
É você...meu querido
Meu companheiro diário
Minha fonte de alegria
Meu melhor e pior dia.
Meu amor Virtual...é você.
Adriana Mendonça
Imagino seus olhos nos meus, referentes;
Sinto seu cheiro limpo, vazio...
Escuto sua voz em minha mente
Falo com o som do teclado frio.
Quem é você que eu sinto tão próximo?
Quem é você que me faz tão bem?
Quem é você que me ilumina o dia?
Quem é você?
Só sei que me faz falta
Só necessito de seu calor fervente
Só quero a sua loucura máxima
Só amo a sua imagem ausente
Faz parte de mim o seu ser
Como uma alma repartida
Faz parte de mim o teu querer
Como uma pessoa faminta
Mesmo não podendo te tocar
Mesmo não podendo te olhar
Mesmo não podendo te falar
Mesmo não podendo te abraçar...
É você...meu querido
Meu companheiro diário
Minha fonte de alegria
Meu melhor e pior dia.
Meu amor Virtual...é você.
quarta-feira, 15 de dezembro de 2010
Poemas que eu gosto - AMOR MAIOR
Amor Maior
(Paulo Mendonça – No livro: Mulher um Resgate Íntimo)
O quanto parti em desatino,
Vulnerável do destino.
O quanto aprontei por ai,
Vulnerável do impulso.
O Quanto amei tantas vezes,
Vulnerável do Eros.
O quanto poeta tornei-me
Vulnerável do sentimento.
O quanto sofri e por tantas,
Vulnerável do amor.
O quanto às fiz sofrerem,
Vulnerável do ego.
O quanto me tornei perdido,
Vulnerável da vida.
O quanto me tornei triste,
Vulnerável do desalento.
O quanto me tornei só,
E vulnerável.
Vulnerável acudido por ti,
Fecunda Lilith.
Cujas sementes um dia plantei,
Fecundo útero.
E que fizestes germinar em frutos,
Fecunda mãe.
Tomada de sua plenitude,
Fecunda dama.
No tempo que nos agrisalhou-nos juntos,
Fecunda senhora.
E que o Eros, a Phillia e o Ágape,
Divina Musa.
Resgatou-nos com o maior dos amores,
Querida mulher.
(Paulo Mendonça – No livro: Mulher um Resgate Íntimo)
O quanto parti em desatino,
Vulnerável do destino.
O quanto aprontei por ai,
Vulnerável do impulso.
O Quanto amei tantas vezes,
Vulnerável do Eros.
O quanto poeta tornei-me
Vulnerável do sentimento.
O quanto sofri e por tantas,
Vulnerável do amor.
O quanto às fiz sofrerem,
Vulnerável do ego.
O quanto me tornei perdido,
Vulnerável da vida.
O quanto me tornei triste,
Vulnerável do desalento.
O quanto me tornei só,
E vulnerável.
Vulnerável acudido por ti,
Fecunda Lilith.
Cujas sementes um dia plantei,
Fecundo útero.
E que fizestes germinar em frutos,
Fecunda mãe.
Tomada de sua plenitude,
Fecunda dama.
No tempo que nos agrisalhou-nos juntos,
Fecunda senhora.
E que o Eros, a Phillia e o Ágape,
Divina Musa.
Resgatou-nos com o maior dos amores,
Querida mulher.
Poemas que eu gosto EVA MARIA
Eva Maria
(Paulo Mendonça - Mulher Um Resgate Íntimo)
Por onde tua andas, Eva Maria?
Parida nas entranhas do Universo,
talhada em prosa e verso,
das mãos de Deus, divina alquimia.
Por onde tu andas, tão à toa,
no altar da hipocrisia, embutida,
pois te chamaram, um dia, pervertida,
e esqueceste de ti, ó leoa.
Por onde tu andas em pilhéria,
pela costela de Adão, submissa,
obrigações, deveres e a missa,
no deus te pague por essa miséria.
Porque não gritas: "sou o paraíso",
que um dia concedeu ao Adão,
o direito de ser um João,
da corte ao seu fêmea, Narciso.
Enfim, por onde andam as Veras,
as Paulas, Cristinas e Adrianas,
Josefinas, Reginas e Anas?
Todas Marias...Evas quimeras...
Evas das entranhas parideiras;
altares do amor...masmorras da dor...
Marias estranhas prisioneiras,
dos Joãos, dos Joãozinhos, do pudor...
(Paulo Mendonça - Mulher Um Resgate Íntimo)
Por onde tua andas, Eva Maria?
Parida nas entranhas do Universo,
talhada em prosa e verso,
das mãos de Deus, divina alquimia.
Por onde tu andas, tão à toa,
no altar da hipocrisia, embutida,
pois te chamaram, um dia, pervertida,
e esqueceste de ti, ó leoa.
Por onde tu andas em pilhéria,
pela costela de Adão, submissa,
obrigações, deveres e a missa,
no deus te pague por essa miséria.
Porque não gritas: "sou o paraíso",
que um dia concedeu ao Adão,
o direito de ser um João,
da corte ao seu fêmea, Narciso.
Enfim, por onde andam as Veras,
as Paulas, Cristinas e Adrianas,
Josefinas, Reginas e Anas?
Todas Marias...Evas quimeras...
Evas das entranhas parideiras;
altares do amor...masmorras da dor...
Marias estranhas prisioneiras,
dos Joãos, dos Joãozinhos, do pudor...
O Poema em mim - SÁBADO DE SOL
Essa poesia fiz para minha prima querida e minha afilhada....Mariana.
Sábado de Sol
Adriana Mendonça
Os dias estavam chuvosos nas vésperas de seu dia,
Mas tinha que ser em um sábado de Sol
Que um milagre bem vindo acontecia
Meus olhos reconheceram uma pequena criatura
Que atrás do vidro chorava nos ecos do silêncio
Até que a porta se abriu e ouvi o grito de seu choro
Criança, amada, caçula, esperada, florescia.
Você assustada reconhecia a vida
Que de fora três crianças esperavam afoitas
Aquela menina de olhos claros e gordinha
Que mesmo recém nascida brilhava
Naquela manhã ensolarada
Eu a mais velha reconhecia
Aquela que fechava um ciclo
Que dá família nascia
Essa criança amada
Hoje caçula e adulta
Filha, irmã, prima, tia e sobrinha...
Que de uma manhã ensolarada nascia
E de amor nos cobria.
Sábado de Sol
Adriana Mendonça
Os dias estavam chuvosos nas vésperas de seu dia,
Mas tinha que ser em um sábado de Sol
Que um milagre bem vindo acontecia
Meus olhos reconheceram uma pequena criatura
Que atrás do vidro chorava nos ecos do silêncio
Até que a porta se abriu e ouvi o grito de seu choro
Criança, amada, caçula, esperada, florescia.
Você assustada reconhecia a vida
Que de fora três crianças esperavam afoitas
Aquela menina de olhos claros e gordinha
Que mesmo recém nascida brilhava
Naquela manhã ensolarada
Eu a mais velha reconhecia
Aquela que fechava um ciclo
Que dá família nascia
Essa criança amada
Hoje caçula e adulta
Filha, irmã, prima, tia e sobrinha...
Que de uma manhã ensolarada nascia
E de amor nos cobria.
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