quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Poemas que eu gosto.

Amor Maior
(Paulo Mendonça – No livro: Mulher um Resgate Íntimo)


O quanto parti em desatino,
Vulnerável do destino.
O quanto aprontei por ai,
Vulnerável do impulso.
O Quanto amei tantas vezes,
Vulnerável do Eros.
O quanto poeta tornei-me
Vulnerável do sentimento.
O quanto sofri e por tantas,
Vulnerável do amor.
O quanto às fiz sofrerem,
Vulnerável do ego.
O quanto me tornei perdido,
Vulnerável da vida.
O quanto me tornei triste,
Vulnerável do desalento.
O quanto me tornei só,
E vulnerável.
Vulnerável acudido por ti,
Fecunda Lilith.
Cujas sementes um dia plantei,
Fecundo útero.
E que fizestes germinar em frutos,
Fecunda mãe.
Tomada de sua plenitude,
Fecunda dama.
No tempo que nos agrisalhou-nos juntos,
Fecunda senhora.
E que o Eros, a Phillia e o Ágape,
Divina Musa.
Resgatou-nos com o maior dos amores,
Querida mulher.

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